09 DE AGOSTO – DIA
INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS
Mensagem do Secretário Geral para 2012
Já transcorreram cinco anos desde que foi adotada a
Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Durante esse
tempo, os indígenas aproveitaram, a título individual e comunitário, o alcance
dos meios de comunicações tradicionais e dos novos meios para contar sua
história e fazer com que sua voz seja escutada.
Neste ano, o Dia Internacional dos Povos Indígenas
do Mundo coloca em destaque os meios de comunicações indígenas e o
empoderamento das vozes indígenas. Desde o rádio e a televisão comunitárias até
os filmes e os documentários temáticos, passando pelos vídeos e os jornais,
internet e as redes sociais, os Povos Indígenas estão se servindo desses potentes
instrumentos para questionar o discurso oficial, chamando a atenção da opinião
pública internacional para as violações dos direitos humanos e fomentar a
solidariedade mundial. Também estão desenvolvendo seus próprios meios de comunicação
para refletir os valores indígenas e combater mitos e mal entendidos.
Os Indígenas estão contando na primeira pessoa suas
emocionantes histórias de luta contra séculos de injustiça e discriminação, e
de defesa aos recursos e direitos que preservarão suas culturas, idiomas,
espiritualidade e tradições. Apresentam outro ponto de vista sobre os modelos
de desenvolvimento que excluem as experiências indígenas, e promovem o respeito
mútuo e a compreensão intercultural que são indispensáveis para construir uma
sociedade onde não haja a pobreza nem os preconceitos.
Neste Dia Internacional, prometo que o sistema da
ONU prestará todo apoio para colaborar com os Povos Indígenas e seus meios de
comunicação buscando promover a plena aplicação da Declaração. Também convoco
os Estados Membros e os principais meios de difusão para criar e manter
oportunidades para que os Povos Indígenas possam articular seus pontos de
vista, prioridades e aspirações.
Vamos utilizar os meios de comunicação, indígenas
ou não, e sobretudo os novos meios, para construir pontes e criar um mundo
verdadeiramente intercultural onde se celebre a diversidade; um mundo onde as
distintas culturas não somente coexistam, mas também sejam valorizadas de forma
recíproca em suas abordagens e potencialidades.
Ban Ki-moon
